Fonte : Daqui Perdizes Pompeia – Edição 119 

Autor : Jornal da Gente


 Tanta tecnologia e informação não conseguiram fazer desaparecer a sabedoria dos mais antigos. Fazer um escalda-pés nos dias de hoje parece até engraçado. Mas o que importa é que ele está mais na moda que antigamente.


 Mônada Xavier é quem nos conta mais sobre ele: “O escalda-pés é milenar, vem dos chineses e japoneses, que utilizavam essa técnica e, através da cultura popular, acabou chegando até hoje”. Mônada, formada em Naturologia (primeira turma) da Faculdade Anhembi-Morumbi, diz que “o escalda-pés funciona na parte do reequilíbrio emocional e energético, sempre voltado para o relaxamento. O que vai diferenciar cada tratamento são os óleos e as ervas utilizados”. 

 Mônada faz um tratamento bastante agradável a partir do escalda-pés. Ela explica: “Primeiro os pés passam por uma limpeza básica. Depois são colocados numa tina, que pode ser de madeira, barro ou alumínio, e ficam por 20 minutos em imersão”. 

 A água deve estar entre 36ºC e 40ºC e nela Mônada adiciona, por exemplo, erva seca de camomila e óleo essencial de lavanda e camomila romana, que são voltados para o relaxamento. “Depois fazemos uma esfoliação e finalizamos com reflexologia”, explica Mônada.

  A reflexologia é uma técnica que usa a pressão dos dedos para massagear pontos específicos na planta do pé, que, segundo dizem, tem todas as partes do corpo. O processo todo dura 40 minutos e sempre é pedido para que o cliente coloque uma meia logo depois, para não pegar friagem. “Você também pode fazer isso em casa”, diz ela, lembrando que a água por si só tem propriedade calmante, sedativa e relaxante. “Se você estiver muito cansada, ou usa muito salto alto, tem calo ou dor, se no final do dia a perna está inchada, o escalda-pés ajuda bastante”, resume ela. 

 Mônada faz um alerta para pessoas que têm problemas de pressão e grávidas, para que não façam o escalda-pés sem acompanhamento médico ou de terapeuta.