Santa Apolonia!

O cristianismo foi a última grande religião mundial, antes do islamismo. Originou-se da antiga Palestina, hoje Israel, tornando se uma instituição com méritos a Paulo, um judeu convertido de Tarso, que pregava nas ilhas do Egeu, na Ásia Menor, Grécia e Itália, despertando a fé principalmente dos pobres e humildes por suas mensagens de esperança.
 No ano 225, esta evolução provocou enorme preocupação entre os romanos, pois os cristãos se recusavam a cultuar os imperadores e carregar armas, gerando perseguições em muitas cidades do Império, diz Dionísio de Alexandria em sua carta ao Egito “Todos se lançavam sobre as casas dos cristãos, cada um nas casas dos vizinhos e conhecidos para depredar e devastar.   Levavam objetos preciosos e jogavam fora o que achavam que não prestava. Era como uma cidade saqueada pelo inimigo”.

Neste episódio há um caso que nos chama a atenção, o da virgem e mártir Apolônia, a protetora dos dentistas que viveu em Alexandria até seus quarenta anos de idade, diz Dionísio “Os perseguidores capturaram também aquela admirável virgem, então avançada em anos, que foi Apolônia, e bateram-lhe nas suas maxilas, a ponto de fazer cair todos os seus dentes. A seguir, acendida uma pira diante de cidade, ameaçaram queimá-la viva se não se decidisse a pronunciar com eles fórmulas ímpias. Ela pediu que a deixassem um pouco livre; logo que contentada, de um ímpeto, atirou-se sobre o fogo e foi devorada pelas chamas.”

O que realmente sensibilizou o povo foi a forma terrível como seus dentes e rosto foram traumatizados, razão pela qual todos que sofrem de dores na boca e face, a ela recorrem. Em varias cidades europeias surgiram igrejas a ela dedicadas em nome de sua generosa oferta a cristo.

  
 A santa se tornou bastante popular e é reconhecida como a santa padroeira dos cirurgiões dentistas, como curiosidade, em Beaumont – les – Autels, no sul da França, há um santuário dedicado à Santa Apolônia. Todo o ano, no dia 09 de fevereiro, dia dedicado em sua comemoração, muitos dentistas da França fazem peregrinação a esta pequena 
cidade, celebrando o evento.

Fontes: Elias Rosenthal (Assessor do Instituto Museu e Biblioteca de Odontologia de São Paulo – IMOSP). APCD Jorna, nº. 483, 1997