Depressão é uma doença que está aumentando mais e mais a cada dia, sendo provavelmente uma das doenças mais comuns do mundo. Um fator preocupante é que ela está crescendo rapidamente em crianças e adolescentes.
Pode ocorrer em qualquer idade e pode vir após um acontecimento traumático (como a perda de um amigo ou familiar, fim de relacionamento, perda do emprego, etc).
É uma doença onde se encontram alterações químicas no cérebro, e há  predisposição genética, mas alguns fatores (por exemplo o stress) podem causar a depressão em alguém que já possua a predisposição para tal .
Os sintomas da depressão variam de indivíduo para indivíduo mas os sintomas em geral são: uma tristeza “que não acaba mais”, junto com sentimentos de dor, pessimismo, culpa excessiva, baixa autoestima, anedonia (interesse e prazer diminuídos para realizar a maioria das atividades), ideias suicidas, desinteresse pela vida, distúrbios na alimentação e sono (aumento ou diminuição), irritabilidade,  isolamento, dificuldade de concentração, alteração da libido….
Algumas pessoas não demonstram os sintomas acima descritos, mas podem estar “mascarando” a tristeza.
O diagnóstico é clínico, levando em conta a história de vida da pessoa e os sintomas por ela mencionados.
A medicação, nestes casos, auxilia, mas não cura. A medicação deve estar associada à psicoterapia para obter melhores resultados. É necessário o acompanhamento médico e psicológico.
Toda pessoa deprimida tem feridas abertas. Tem emoções não digeridas guardadas. Tem raivas e tristezas que precisa digerir. (Sofia Bauer).
O trabalho psicoterápico é feito no sentido de mudar os estímulos, mudar suas emoções, afinal, se sentem pressionadas de alguma forma (se exigem demais, querem fazer mais do que podem ou precisam, etc.).
Muito mais pode ser dito sobre a depressão, mas devemos estar atentos pois ela pode ser complicada pela presença de outros fatores, como a ansiedade, e se não tratada, pode ser recorrente.

Se você desconfiar ou tiver certeza que se enquadra nesses sintomas, procure ajuda. Nossa obrigação, conosco mesmo, é a felicidade. 
Quem não quer ser feliz!

Dra. Lêda Zoéga Parollo
Psicologia Clínica