Mito – “A natação faz bem para Asma.”

Verdade – Qualquer atividade física, sendo natação ou não, indicada para o paciente asmático, desde que a doença esteja sob controle. As mais indicadas são aquelas onde há maior fortalecimento da musculatura do peito, que estando forte, vai demorar mais tempo para cansar em uma crise (chamada fadiga respiratória), por isso a natação é sempre lembrada.

Porém, devemos lembrar que a atividade não pode ter caráter de competição para que a ansiedade nos treinos não prejudique o tratamento.

Mito- “Bronquite e Asma são a mesma doença”

Verdade – A Bronquite significa uma inflamação das estruturas que nos fazem respirar (brônquios) e pode ocorrer se o paciente tiver contato com qualquer irritante, seja ele o clima ou vírus da gripe, por exemplo. O nome Asma se da a doença que mantém esses brônquios inflamados e vão responder a qualquer irritação como uma infecção, cheiros fortes, mudança, de clima, entre outros. Ou seja, a Asma é a doença onde acontecem várias crises de bronquite.

Mito – “A bombinha vicia, ataca o coração. O paciente fica dependente da medicação.”

Verdade – A medicação em spray (ou aerossol) oral não vicia. O mito ocorre porque há alguns anos, não havia tratamento para crises de Asma com broncodilatador em aerossol. Sendo assim, tratava-se a crise, porém não a doença. Atualmente, os medicamentos em aerossol contemplam a medicação para a crise e o tratamento preventivo, que é usado para prevenir novas crises. Então, se é para prevenir porque não usar.

Esses broncodilatadores citados, independente s na bombinha ou na inalação tendem, como efeito colateral, causar aceleração do coração por até 20,30 minutos após o uso. Mas, se usados na dosagem indicada pelo médico, pelo tempo correto, não levam a problemas no coração. Por outro lado, se a Asma não for bem tratada, em longo prazo, tende a causar sobrecarga, com possíveis doenças cardíacas.

Outro mito é que a medicação causa dependência. A medicação para tratamento de Asma não causa nenhuma dependência, porém o organismo precisa de tratamento para combater as crises e as vezes, não suporta viver sem o apoio daquele remédio (porém, não devemos esquecer que quem determinou a necessidade foi a doença e, não o medicamento).

Mito – “Após o tratamento, o paciente fica curado.”

Verdade – A Asma é uma doença crônica que pode ocorrer nos extremos da vida. Geralmente, começa na infância e após um tratamento correto, iniciado precocemente, o asmático poderá ficar vários anos sem sintomas. Porém, no decorrer da vida, por vários motivos (mudanças de ambiente, ansiedade, fumo) a mesma pode voltar a se manifestar.

Por outro lado, cerca de 80% das crianças até 2 anos de idade vão ter sintomas de chiado desencadeado por infecções virais (Hiperatividade induzida por vírus). Tais crises se comportam como Asma, porém, conforme o amadurecimento da imunidade da criança, a mesma para apresenta-las. Ou seja, ficam curadas, surge a falsa ideia  de ter tido Asma e estar curado

Mito- “ Mudar-se para o interior pode curar a Asma.

Verdade- Ao se Mudar para cidades do interior pode melhorar os sintomas de asma temporariamente, uma vez que as principais causas de alergia, os ácaros, são mais comuns nas cidades do litoral, porém, no alérgico o contato com novas causas como plantas ou mofos podem desencadear alergias em um curto espaço de tempo.

Mito “ Corticoide é perigoso?

Verdade-“ A cortisona ou corticoide é o único medicamento capaz de reverter uma crise forte de asma pois pertence a  classe dos anti-inflamatórios hormonais. Nas crises a cortisona é geralmente utilizada por curtos períodos e por isso os efeitos colaterais são evitados: na maioria das vezes não ultrapassa sete dias. No entanto, algumas pessoas que tenham uma asma mais grave necessitam de uso prolongado da cortisona. Nesse caso, a frequência elevada de uso desse medicamento pode levar a eventos adversos mais graves, por isso, seu uso deve ser restrito a  orientação médica.

Mito“ Algumas medicações alternativas ou simpatias são efetivas no tratamento da Asma

Verdade “ Estes tratamentos nunca devem substituir as medicações tradicionais, uma vez que estas, na maioria das vezes, não apresentam eficacia comprovada cientificamente no tratamento da asma e das alergias.

DRA Juliana Guedes- Pediatra/Pneumologista