Muito tem se falado sobre a importância do desenvolvimento da empatia em nossas relações, de forma a resgatar determinados valores e vínculos. Em contrapartida, diante do cotidiano turbulento do qual todos nós fazemos parte, nem sempre se sabe ao certo como praticar ou mesmo como incentivar esta empatia entre nós e com as novas gerações.

É muito importante que as crianças sejam orientadas para o desenvolvimento de relações genuínas, estabelecidas com base no respeito ao outro. E é aqui que entram alguns hábitos simples que as famílias devem praticar com os pequenos visando criar e fortalecer esse princípio, como: agachar-se à altura de uma criança quando falar com ela, olhar empatiaem seus olhos, ouvir o que ela tem a dizer. Essas são algumas técnicas utilizadas

no método chamado de Escuta Ativa, pelo qual, além de outros benefícios, é possível desenvolver desde cedo uma relação de empatia, ou seja, ensinar a criança a compreender e se colocar no lugar do outro.

Outro benefício que a Escuta Ativa proporciona é a formação de um adolescente mais seguro de si, um adulto que confia em suas escolhas, consegue entender melhor seus próprios sentimentos.

Ainda para a criança, este método também permite que ela confie mais nos adultos que com ela convivem e diminua sua ansiedade frente ao desconhecido.

Principais técnicas para desenvolver uma Escuta Ativa:

  • Olhe sempre nos olhos da criança – para isso, procure sempre se abaixar à sua altura, assim ela se sentirá mais à vontade ao falar, segura de que está sendo compreendida e menos ansiosa;
  • Responda às perguntas das crianças – nem sempre temos todas as respostas e quando este for o caso, tudo bem também dizer que não sabe, isso fará a criança compreender que é possível não saber algo às vezes. Mas sempre que tiver a resposta, dê à criança, sempre mantendo o contato visual.
  • Ajude a criança a entender suas emoções – qual o motivo da birra, do choro ou da raiva? Mais do que apenas colocar a criança de castigo “para pensar no que fez”, o imprescindível é chegar junto com ela a uma conclusão dos motivos que a fizeram se sentir de determinada maneira e agir de tal forma. Apenas a bronca ou o castigo, por si só, não surtirão os efeitos necessários e, sem compreender suas próprias reações, a criança voltará a fazer a mesma coisa.

Estabelecendo limites:

É preciso cuidado para que a Escuta Ativa não seja confundida com a falta de limites. A grande diferença é que a disciplina neste método deve ser aplicada de forma a não reforçar uma relação de medo e agressividade, mas sim de identificação da criança com uma figura de autoridade que ela respeite pelo bom exemplo, não pelas ameaças. É preciso que a criança entenda os motivos pelos quais ela está sendo castigada, não seja comparada com outras crianças e possa cada vez ter mais clareza sobre seu próprio comportamento, sobre suas emoções, sobre o que é certo e errado e também sobre o respeito que é necessário em todas as relações.

É evidente que um modelo de relação respeitosa presenciado pela criança em sua casa será repetido mais facilmente por ela nos demais ambientes que ela frequentar.