A pele negra tem o menor risco de queimaduras causadas pela exposição ao sol, porém o uso do protetor solar ainda é indispensável

As mulatas e as negras se enquadram nos fotótipos 5 e 6: sempre se bronzeiam e nunca se queimam. Mas quem disse que é só a vermelhidão e a ardência que são prejudiciais à pele? “É um equívoco achar que essa mulher pode usar um FPS abaixo de 15. E a prevenção ao câncer? Mesmo quem tem a tez mais escura não deve abrir mão de um fator de proteção 30 na praia e 15 no dia a dia”, assegura Omar Lupi, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e presidente do Instituto Protetores da Pele . 

Enquanto os raios UVA penetram na camada mais profunda da cútis e têm efeito cumulativo, acelerando o envelhecimento natural, os UVB atingem a camada superficial e são os responsáveis pela vermelhidão, ardência e queimadura solar. Por isso, a máxima continua valendo: sair de casa com filtro solar que proteja dos dois raios. “Muitas pessoas ainda acreditam que seja o calor a causa das micoses, dos herpes e dos furúnculos, quando na verdade é o sol que baixa a imunidade e deixa o organismo desprotegido a inúmeras doenças, principalmente aquelas causadas por fungos e bactérias”, ressalta.