O funkeiro Mr. Catra, 49, divulgou no mês de dezembro do ano passado que estava com câncer de estômago,no ultimo dia nove de setembro de 2018 ele entrou a óbito por complicações causadas pela doença.

 

Câncer de estômago

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de estômago é o quarto mais comum entre os homens no Brasil. Está atrás apenas do câncer de próstata, pulmão e intestino.

A estimativa do INCA é que sejam confirmados 21.290 novos casos de câncer de estômago no Brasil durante todo o ano de 2018. Destes, 7.750 serão em mulheres e 13.540 em homens.

No caso das mulheres, este tipo de tumor é o sexto mais comum. Está atrás do câncer de mama, intestino, colo do útero, pulmão e tireoide, nesta ordem.

É um câncer mais comum em pessoas mais velhas. Em cerca de 65% dos casos, os pacientes têm mais de 50 anos, sendo ainda mais comum por volta dos 70.

Um dos grandes problemas é que o câncer de estômago costuma ser assintomático. De acordo com o oncologista Bruno Santucci, diretor técnico do Instituto Hemomed de Oncologia e Hematologia, a dor só fica mais forte à medida que o tumor vai crescendo, o que dificulta muito o diagnóstico precoce.

“Dificulta porque coincide com a vida tumultuada dos dias de hoje. Todo mundo tem um pouquinho de dor de estômago e ninguém leva muito em consideração. Ninguém pensa que pode ser alguma coisa mais séria, acha que é porque comeu alguma coisa diferente ou porque está muito estressado”, explica o oncologista.

Cirurgia é o principal tratamento

A cirurgia é a principal forma de tratamento de câncer do estômago. Segundo o INCA, esta é a única chance de cura. O procedimento pode ser feito tanto para retirar parte do estômago, quanto para retirar o órgão todo.

Neste caso, o esôfago é ligado diretamente ao intestino grosso, que assume a responsabilidade pela digestão.

O oncologista explica que, sem o estômago, digestão fica prejudicada e alguns nutrientes deixam de ser absorvidos. “O paciente precisa fazer uma adaptação no estilo de vida, principalmente na alimentação, para fazer a reposição desses nutrientes”, afirma.

Em junho do ano passado, no Congresso Americano de , que aconteceu em Chicago, nos Estados Unidos, foi aprovada uma nova forma de tratamento.

“Antes, normalmente, o médico indicava a quimioterapia ou a radioterapia apenas depois da cirurgia. A indicação, agora é fazer um desses tratamentos antes e depois do procedimento cirúrgico. De acordo com os estudos apresentados no congresso, essa mudança representou um aumento na sobrevida e também na qualidade de vida do paciente”, explica Bruno Santucci.

Segundo o oncologista, as pesquisas também avançam no sentido de usar a imunoterapia, remédios injetáveis que, diferente da quimioterapia, não atacam as célular cancerígenas, eles fortalecem o sistema imunológico para que ele seja capaz de atacar, “o que causa menos efeitos colaterais”.

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