Com o intuito de informarmos as gestantes e suas famílias sem pânico, porém, levando o máximo de informações possíveis sobre a Covid-19 na gestação, vou responder algumas perguntas enviadas aqui.

A doença, que teve início no final de 2019 em Wuhan (Província de Hubei) na China, se disseminou rapidamente pelo continente todo e chegou no início de 2020 no Brasil. Sabe-se que desde que surgiu, existem alguns grupos de risco que são mais vulneráveis a infecção e a possíveis complicações. Nas gestantes, os casos mais graves geralmente ocorreram no terceiro trimestre e/ou em casos de comorbidades associadas.

O seu comportamento é distinto em cada país do mundo, afinal, esta diversidade é multifatorial, onde são consideradas influências socioeconômicas e geográficas. Desta forma, a sua incidência e mortalidade também acabam sendo diferentes nas regiões do nosso país.

De acordo com casos monitorados pelo Ministério da Saúde, a incidência de síndrome respiratória aguda grave em gestantes e puérperas, foi de 0,9%. E destaca-se que, os quadros mais graves, indicados por 56,3%, ocorrem no terceiro trimestre de gravidez. Além disto, nestas situações mais complicadas, 48,1% das mulheres em fase gestacional apresentaram pelo menos um fator de risco ou comorbidade associada. Na grande maioria das gestações, o quadro será leve, de resolução autolimitada. Porém, precisamos ficar atentos aos possíveis sinais de gravidade e intervir de maneira rápida e eficaz quando necessário.

Assim, ressaltamos a importância de tomar todos os cuidados necessários para se proteger da Covid-19 e/ou ter o manejo correto caso já tenha ocorrido a contaminação.